Há um espaço em branco entre a solidão e a poesia.
Como o instante entre a contagem regressiva e o ano novo, há um feixe de luz pela estrada onde caminha o louco.
Todo poeta é só. Toda solidão é poesia, todo sentimento é poesia sem semântica e amante da loucura que não há.
Cada erro é poesia, cada papel que se amassa devasta toda uma vida.
Nem todo amor é poesia, nem todo pôr-do-sol termina em noite e nem toda besteira é filosofia. Todo poeta é parte mulher, toda escrita é parte mundo e a arte da razão diz pois não a ilógica da magia. A morte do amor é o nascimento da poesia, e a cada alegria a poesia se mata.
Toda palavra se apaixona, toda rima tem seu par. Toda conquista é poesia escrita num sorriso, todo nome é um mantra que emana a duvida e toda duvida é poesia em estado bruto.
Há um espaço em branco entre a solidão e a poesia.
20.7.09
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